Curso de Formação de Tradutores - Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais Libras e Língua Portuguesa

APRESENTAÇÃO:

A educação das pessoas surdas no Brasil tem enfrentado grandes dificuldades. Inicialmente, em decorrência do não reconhecimento da Língua de Sinais como um instrumento de comunicação natural da comunidade surda e, posteriormente, pela falta de profissionais qualificados para o atendimento educacional escolar a este grupo de alunos; fato este denunciado pela constatação da dificuldade generalizada apresentada pelas pessoas surdas ao longo do processo de alfabetização, ou seja, o processo de ensino aprendizagem da língua portuguesa.

A falta de formação adequada dos professores e de profissionais como interpretes e instrutores de Libras na cidade e região que atendam as pessoas surdas, aliada à ausência de materiais didáticos adequados para o processo de ensino e aprendizagem que respeite as diferenças de aprendizes surdos tem interferido diretamente nas possibilidades de inclusão educacional e sociais deste grupo de pessoas. Estas dificuldades se estendem para os demais componentes curriculares (ciências biológicas, história, geografia, matemática, física, química, sociologia, filosofia, etc.) presentes nos diferentes processos seletivos, o que dificulta o acesso ao ensino superior de pessoas surdas, interferindo no processo de inclusão educacional e social dessas pessoas.

Durante a maior parte da história da educação das pessoas surdas em nosso país, muitas experiências foram desenvolvidas buscando a escolarização e socialização deste grupo. Em sua maioria, estas experiências utilizaram o processo de oralização das pessoas surdas como meta principal, condicionando a efetivação deste processo ao sucesso educacional destas pessoas. Desta forma, a oralização além de instrumento pedagógico foi utilizada como meio de humanização destas pessoas, partindo do pressuposto que, quanto melhor oralizados fossem os surdos, maiores seriam suas possibilidades de acesso social e educacional. Entretanto, este norteamento educacional não atingiu os objetivos esperados, uma vez que, grande parte das pessoas surdas, não obteve sucesso nesta empreitada, permanecendo à margem do processo educacional. 

Neste período, em que a oralização foi considerada meta principal, a língua de sinais foi terminantemente proibida em todos os espaços educacionais no Brasil e no mundo. No entanto, os surdos a continuaram utilizando entre si para sua comunicação. Resistindo a todas as pressões oficiais a língua de sinais se fortaleceu e o movimento organizado das pessoas surdas pressionou o poder público para conseguir sua legitimação, o que aconteceu com a aprovação da Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que regulamenta a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, como linguagem oficial das pessoas surdas do país.

Desta forma, o primeiro elemento que vinha dificultando o processo educacional e social destas pessoas foi eliminado em 2002, com esta lei a LIBRAS tornou-se a segunda língua oficial do país sendo, portanto, reconhecida como instrumento de comunicação legítima da comunidade surda do país.
Entretanto, a luta da comunidade surda continua, pois o reconhecimento da língua significa o primeiro passo, uma vez que esta precisa ser ensinada e utilizada pela população, como forma de garantia de seus direitos de comunicação e, conseqüentemente, de escolarização e de socialização.

Neste movimento, soma-se ainda, o fato de que o modelo educacional brasileiro atual ser inclusivo, ou seja, conceber a educação como um direito de todos, se fortalece a necessidade de formação de professores e demais profissionais, como interpretes de Libras, que atenda a nova realidade. É preciso que estes profissionais compreendam as peculiaridades que se demanda a educação das pessoas surdas, que aprendam a se comunicar em LIBRAS e, primordialmente, que nestes cursos de formação de professores se desperte para a necessidade do reconhecimento e compreensão da diferença enquanto condição real a ser considerada nos processos de ensino e aprendizagem.

A inserção de pessoas surdas na rede regular de ensino tem avançado diariamente, os alunos surdos estão chegando à escola, entretanto, encontram grandes dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento escolar em decorrência das dificuldades apresentadas anteriormente.
Como uma das metas do Programa INCLUFU: Educação promovendo acessibilidade para a comunicação e comunicação para a acessibilidade, será oferecida uma turma para o Curso de Formação de tradutor - Intérprete de Lingua Brasileira de Sinais - Libras e Lingua Portuguesa que tem como objetivo geral promover a formação teórica e prática de 40 profissionais TILSP (tradutores-intérpretes de Língua de Sinais e Português) e será realizado em duas etapas.

OBJETIVO: Este curso de capacitação objetiva atender as reivindicações dos movimentos sociais surdos, propiciando a formação do profissional tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais, conforme estabelece a Lei N° 11.869/01 e o decreto N° 5626/05. Isto é, a criação deste curso viabilizará a formação gratuita de profissionais na área de Tradução e Interpretação em Língua Brasileira de Sinais para atender as esferas federais, estaduais e municipais. Esses futuros profissionais contribuirão para a inserção e a permanência dos surdos na educação básica, tecnológica e superior, bem como nas modalidades de educação profissional e de jovens e adultos.

INSCRIÇÕES:

Período: Dia 08 a 30 de Outubro de 2014

VAGAS: 40 vagas

PÚBLICO ALVO: Pessoas da sociedade que já possuem algum conhecimento de Libras, que desejem se qualificar para o exercício profissional enquanto tradutores intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais)/Língua Portuguesa.

REQUISITOS BÁSICOS: Apresentar fluência em Libras.

FORMAÇÃO MÍNIMA: Ensino médio completo

MODALIDADE: Semipresencial

PROCESSO DE SELEÇÃO: (Segundo Projeto Aprovado) 

O candidato deverá apresentar documentos que comprovem o conhecimento da LIBRAS, tais como:

  • Currículo vitae atualizado.
  • Certificados de conclusão de curso de Libras somando no mínimo 180 horas.
  • Certificado de fluência expedido pelo Prolibras ou CAS.
  • Comprovante de atuação profissional como TILS (prefeitura, Estado, etc).

 

Local de realização das aulas: CAMPUS SANTA MÔNICA.

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
As aulas ocorrerão aos sábados, no período das 8h ás 11h30 e das 13h30 ás 17h30, com periodicidade quinzenal.
Carga Horária: 200h/a, sendo 100h/a presencial e 100h/a EaD

* Divulgação Lista: 05 de Novembro de 2014.

Dúvidas e informações: tils.ufu@gmail.com

DATA CONTEÚDO CH P. CH EaD
08/11/2014

-Aspectos históricos, Éticos e profissionais de TILS

-Estudos da tradução

5h/a

5h/a

5h/a

5h/a

22/11/2014 -Língua de Sinais I 10h/a 10h/a
29/11/2014

- Lingua de sinais II

10h/a 20h/a
13 e 14/12/2014 Laboratório de Prática de Tradução I 20h/a 10h/a
20/12/2014 Atuação do TILS no espaço educacional 10h/a 10h/a
31/01/2015 Tradução e Interpretação - Observação e Prática 10h/a 10h/a
07/02/2015 Tradução e Interpretação - Observação e Prática 10h/a 10h/a
21 e 22/02/2015

Laboratório de Prática e Tradução II

- Libras - Língua Portuguesa

20h/a 20h/a
       
  CARGA HORÁRIA TOTAL 100h 100h

ATENÇÃO!!!!

AS AULAS DO II CURSO DE FORMAÇÃO DE TILS/UFU SE INICIARÃO NO DIA 22/11/2014

A AULA DO DIA 08/11/2014 FOI CANCELADA DEVIDO A REALIZAÇÃO DO ENEM

MAIORES INFORMAÇÕES SERÃO ENCAMINHADAS ATRAVÉS DO E-MAIL FORNECIDO NO ATO DA INSCRIÇÃO.

Resultado - Alunos Selecionados